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Percepção, memória e imaginação

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Este estudo é importante para se compreender as características da consciência ou da capacidade humana em obter o conhecimento de si e de mundo.

A percepção pode ser confundida com a sensação, porém há uma diferença sutil entre elas. Por sensações entendem-se as experiências sensíveis, ou seja, temos contato com realidades através dos sentidos. Já a percepção é o significado adquirido das sensações. Por isso, a percepção é uma síntese ou reunião de sensações. A percepção é uma atividade intelectual, pois oferece significados das experiências sensíveis.

Sensação e percepção para o Empirismo

Para os empiristas, a sensação e a percepção são causadas pela relação entre estímulos externos e o cérebro. Cabe ao cérebro interpretar as sensações que se dão de forma isolada e independente, cabendo à percepção unificá-las e organizá-las. A causa do conhecimento sensível é a coisa externa, mediante frequência e repetição dos estímulos sensoriais externos e de nossos hábitos.

Sensação e percepção para o racionalismo ou intelectualismo

Para os intelectualistas, a sensação e a percepção dependem do sujeito do conhecimento, e a coisa exterior é apenas a ocasião para que tenhamos a sensação ou a percepção. O sujeito é ativo no processo, ou seja, sentir e perceber são fenômenos que dependem da capacidade do sujeito para decompor um objeto em suas qualidades simples (a sensação) e na organização e significação (a percepção). A passagem da sensação para a percepção é, aqui, realizada pelo intelecto do sujeito do conhecimento.

A fenomenologia e a gestalt (psicologia da forma), correntes filosóficas do Século XX, mostram que não há diferença entre a sensação e percepção porque nunca temos sensações parciais, pontuais ou elementares, que depois o espírito (consciência) organizaria como percepção de um único objeto. Contrariando assim, as teorias anteriores.

A percepção nessa nova interpretação possui as seguintes características:

·          é conhecimento sensorial;

·          é vivência corporal;

·          é dotada de significação;

·          depende do mundo exterior;

·          possibilita a interação com o mundo, dando as coisas novos significados;

·          relação entre nosso corpo e os outros corpos de sujeitos e coisas;

·          envolve a nossa personalidade, nossa história pessoal, nossa afetividade, nossos desejos e paixões;

·          nos orienta para a ação;

·          está sujeita ao erro através da ilusão.

 

Memória e imaginação

Fazendo parte da tentativa de entender o universo da consciência, destacam-se os conceitos de memória e imaginação.

A memória é uma invocação do passado. É a capacidade para reter e guardar o tempo que se foi. Temos acesso à memória através das lembranças. É uma experiência do tempo, formado pelo presente, passado e futuro. A memória é uma forma de percepção interna chamada introspecção.

A imaginação possui dois sentidos: o criador e o reprodutor. A tradição filosófica tinha a imaginação como reprodutora das percepções. Para os empiristas, a imaginação está ligada à memória, pois são imagens ou reflexos mentais das percepções ou das impressões gravadas no cérebro. E os intelectualistas chegam a concebe-la como fonte de nossos erros (as ilusões e as deformações da realidade).

A fenomenologia e a imaginação

Diferenciando-se da tradição, a fenomenologia fala da consciência cognitiva como uma forma de consciência que parte da diferença da imaginação com respeito à percepção e à memória. A imaginação é a capacidade da consciência para fazer surgirem os objetos imaginários ou objetos-em-imagem, relacionando o ausente com o inexistente. Graças à imaginação abre-se o tempo que ainda não existe e o campo das coisas possíveis, isto é, do que poderia vir a existir., portanto há uma relação não só com o passado, mas também com o futuro, não só com o palpável, mas também com o fantasiado. A imaginação transcende o cotidiano e o óbvio, trazendo novas possibilidades e maneiras de ser e viver.

Resumo do capítulo 16 do livro didático Iniciação à Filosofia de Marilena Chauí. Edição 2013.

Atividades:

1) Caracterize sensação e percepção para empiristas e intelectualistas.

2) Como a fenomenologia e a gestalt vêem a sensação e a percepção?

3) O que é a memória como consciência cognitiva?

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